Na última sexta-feira (17), organizações e ativistas lançaram um
manifesto no qual declaram apoio à candidatura da petista à presidência
da República. No texto, 800 integrantes reconhecem que a primeira gestão
da presidenta foi marcada por alguns recuos, porém, dizem que as
principais lideranças anti-LGBT estão ao lado da candidatura de Aécio
Neves (PSDB).
“Entendemos que, apesar dos recuos no primeiro governo Dilma, todos
eles denunciados por nós, foi a partir do governo Lula que a pauta dos
Direitos Humanos e das mulheres, LGBTs, negras/os e outras, avançou em
nosso país. Apoiamos Dilma e reivindicamos que seu segundo governo volte
a dar centralidade a essas pautas históricas, reafirmando os seus
compromissos (a exemplo do seu apoio à criminalização da homofobia, já
divulgado) em prol de um Brasil livre de qualquer discriminação, seja
ela motivada por orientação sexual, identidade de gênero, raça/etnia ou
qualquer outra característica”, diz o texto.
O presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays,
Bissexuais, Ttransexuais e Travestis) e um dos articuladores do
manifesto, Carlos Magno, disse que o posicionamento é
importante para que não haja retrocessos. “O manifesto foi uma
construção coletiva, envolvendo acadêmicos, intelectuais, artistas e
militantes LGBT, pois o momento politico do país precisa de uma posição e
uma ação em conjunto para que não haja retrocesso, para que o setor
homofóbico não saia vencedor nessa eleição. Por isso lançamos o
manifesto de apoio a Dilma presidenta”, explica Magno.
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