Cinco jovens da União da Juventude Socialista (UJS)
protestaram nesta terça-feira, no corredor da presidência da Câmara,
contra a possibilidade de o deputado Jair Bolsonaro
(PP-RJ) assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos. Com
cartazes e palavras de ordem e até mesmo beijos gay entre elas para o
registro das câmeras, as estudantes repetiam que não querem "um filhote
da ditadura, homofóbico, racista e fascista" presidindo a comissão.
Bolsonaro apareceu, logo depois, no Salão Verde, reagiu reafirmando que
trabalha para ser o escolhido e minimizando o ato e provocando as
estudantes. "A juventude que foi às ruas em junho do ano passado não quer a
retirada de direitos humanos, quer que eles se ampliem. Não somos
héteros, nem lésbicas, somos livres. Conversamos com o deputado
Vicentinho ( líder do PT), queremos chamar os partidos à
responsabilidade para que a comissão não caia em mãos erradas. Bolsonaro
é inimigo dos Direitos Humanos. O ônibus que trouxemos para cá foi
impedido de entrar na Casa do povo. Essa Casa errou no ano passado e
quem pagou foram os movimentos LGBT, os negros", disse Maria das Neves,
da UJS. A ideia era fazer o ato no Salão Verde, mas os seguranças da Câmara
impediriam as jovens de ir até o local, por isso, o beijo entre dois
casais de meninas aconteceu no corredor da presidência da Casa. As cinco
gritavam palavras de ordem contra Bolsonaro: "Ô liderança, preste atenção. CDH, Bolsonaro não! Racista, homofóbico, fascista. Esse beijo é para você!" Percebendo a movimentação, Bolsonaro foi até o Salão Verde e começou a
falar, coletivamente, com os jornalistas. O deputado afirmou que todos
têm direito a tratamento igual e que se ele for presidente da CDH não
irá privilegiar as minorias.
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