Circula no Facebook desde o primeiro domingo do ano (05) um relato de
transfobia que foi praticado no sábado (04) no shopping Center 3, em São
Paulo. A história não é muito diferente do que estamos acostumados a
ouvir: um grupo de quatro amigas transexuais estava no banheiro feminino
quando foi abordado pela equipe de seguranças do estabelecimento, que
as constrangeu para que saíssem de lá.
Para variar, foram acionados seguranças homens para lidar com
transexuais mulheres. Quer dizer, homens entraram no banheiro para tirar
outros homens do banheiro. O que lembra aquela crítica de que "fazer
guerra pela paz é o mesmo que transar pela virgindade". Qual o sentido
disso? Fuck logic.
O que os seguranças provavelmente não esperavam é que as quatro amigas
se recusaram a sair do banheiro feminino. Afinal, são mulheres -
independentemente de terem nascido assim ou não.
Mais uma vez, a equipe de seguranças insistiu para que saíssem, desta
vez com seguranças mulheres. As meninas explicaram como não faria
sentido usarem o banheiro masculino e, só depois de usarem o banheiro
feminino, saíram de lá para se deparar com um corredor, pasmem, de pelo
menos seis seguranças na porta do local.
Aline Freitas, uma das vítimas e autora da denúncia no Facebook, conta
que parou, pôs a mão na cintura e questionou o óbvio: "Mas pra quê
isso?". A resposta dos seguranças, novamente nada original, foi uma
série de chacotas e o riso. O ano pode ser novo, mas os desafios para a
comunidade LGBT são antigos.
0 Comentários