Ainda são poucos os municípios que reconhecem os direitos de gays, lésbicas,
bissexuais e travestis, segundo dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Apenas 1,8% das
cidades têm alguma legislação específica que trata do reconhecimento de direitos
do movimento LGBT. As informações fazem parte do Perfil dos Municípios
Brasileiros 2011, divulgado nesta terça-feira.
Dos 5.564
municípios, 54 adotam alguma legislação que reconheça
o nome social adotado por travestis e transexuais, o equivalente a
1% do total. A região Nordeste tem o maior número de prefeituras (23)
que levam em conta essa questão. No Sudeste, são 21 municípios que adotam
legislação que levam em consideração o nome social de travestis e transexuais.
Na região Sul, são seis cidades, pouco acima das quatro do Centro-Oeste. No
Norte, nenhum município admite tal reconhecimento.
Em relação à
existência de programas ou ações para enfrentamento à violência contra o público
LGBT, 8,7% das cidades informaram possuir alguma ação deste
tipo. O maior percentual (12,9%) foi observado no Centro-Oeste.
No Nordeste, 12,3% das cidades da região contam com algum
programa para coibir a homofobia.
Entre as cidades que contam com órgãos
gestores de políticas de direitos humanos, 14% declararam possuir programas
voltados para o público LGBT.
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